A Lagoa de Nwaluti, situada na localidade de Maciene, distrito de Chongoene, a aproximadamente 35 quilómetros a Noroeste de Xai-Xai, capital da província meridional moçambicana de Gaza, é um verdadeiro encanto natural e ainda “virgem”, do ponto de vista turístico.
Para alcançá-la, depois de uns vinte e pouco quilómetros no sentido Sul-Norte, pela EN1, desvia-se a Leste, na sinalética que indica “Maciene”.
Chegado na Missão de Maciene, digamos, na “baixa” da localidade, onde se situam as “barracas”, a residência do Bispo, as escolas primária, secundária e de artes & ofícios, hospital, tipografia, o principal campo de futebol e a catedral da Igreja Anglicana -, depois de aproximadamente 10 minutos de percurso em estrada de terra batida transitável mesmo por viaturas ligeiras, sem tracção -, recomenda-se marcha pedestre, em moto ou viatura 4×4.
Na lagoa, o visitante pode desfrutar de banhos deliciosos e se divertir com uma pescaria desportiva relaxada.
Pelo que constatamos no local, estamos em condições de assegurar que na Lagoa de Nwaluti o turista passará por momentos inesquecíveis.
À beira da Lagoa de Nwaluti, onde as águas serenas espelham o céu e a paisagem se veste de encanto, o amor encontra um cenário de rara beleza e delicadeza. Tão romântico quanto inesquecível, este refúgio tem inspirado alguns noivos a transformá-lo no palco perfeito para celebrar promessas de uma vida inteira.
A Lagoa de Nwaluti está implantada no extremo oriental da localidade de Maciene. É uma conspiração natural perfeita, com formação geográfica pitoresca de encher o olho, cheia de mistérios, de acordo com os nativos.
Outrora infestado de crocodilos e hipopótamos, hoje em dia raramente se vislumbram estes bichos naquela bacia, salvo em gaiolas artesanais construídas por alguns criadores.
Um velho mito
Sobre Nwaluti há um velho mito que ninguém admite alguma vez ter testemunhado: diz-se que antigamente, quando morria alguém da família da liderança comunitária – dos Macie – emergia um enorme pedregulho do meio da lagoa, que submergia durante o enterro do finado.
©REFINALDO CHILENGUE
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