O Millennium bim e a ADPP Moçambique estabeleceram uma parceria para recuperar dois hectares de manga e promover a formação de 50 mulheres na comunidade de Anduce, distrito de Mossuril, província de Nampula, segundo um comunicado do banco.

Denominado “Matibane – Mulheres na Liderança da Conservação”, o projecto terá a duração de 10 meses e prevê alcançar pelo menos 5.000 mudas sobreviventes, com a participação da comunidade na conservação e protecção dos recursos naturais.

A iniciativa será desenvolvida no posto administrativo de Matibane, no âmbito da componente ambiental do programa de responsabilidade social corporativa “Mais Moçambique pra Mim”, do Millennium bim.

Além da recuperação do mangal, o projecto prevê 20 sessões de literacia básica e financeira para 50 mulheres de Anduce. As sessões contarão com colaboradores do balcão do banco em Mossuril, que prestarão esclarecimentos sobre gestão de recursos e utilização segura de produtos e serviços financeiros.

Segundo o comunicado, esta formação enquadra-se nas acções de inclusão financeira das mulheres promovidas pelo banco e está alinhada com o Aviso n.º 7/GBM/2025 do Banco de Moçambique, relativo ao acesso e uso equitativo de produtos e serviços financeiros.

“Não existe conservação com impacto duradouro sem o envolvimento de quem vive e depende do território”, afirmou a administradora executiva do Millennium bim, Liliana Catoja, citada no comunicado.

A responsável acrescentou que a iniciativa pretende ir além da plantação de mudas, contribuindo para recuperar um ecossistema importante para a protecção da costa e para os meios de subsistência da comunidade, com as mulheres de Anduce no centro das acções de conservação.

A implementação estará a cargo da ADPP Moçambique, em articulação com a Associação Vida Nova, os Conselhos Comunitários de Pesca, o Comité Local de Gestão dos Recursos Naturais e outras estruturas comunitárias. O envolvimento destas entidades visa assegurar a continuidade da protecção do mangal após a conclusão do projecto.

“Restaurar um mangal exige mais do que plantar mudas. Exige conhecimento do território, acompanhamento e compromisso comunitário”, declarou a directora executiva adjunta da ADPP Moçambique, Annette Castella.

Segundo a responsável, a participação das mulheres da Associação Vida Nova na organização e protecção da área reconhece o seu papel na gestão dos recursos naturais e poderá contribuir para manter os resultados após o período de implementação.

O comunicado destaca a importância dos mangais na protecção das zonas costeiras contra a erosão e os efeitos de eventos climáticos extremos, bem como enquanto áreas de reprodução e abrigo de espécies marinhas que sustentam a pesca e os meios de subsistência das comunidades.

Em 2025, segundo o banco, o Millennium bim promoveu a plantação de 4.800 mudas de mangal e casuarina numa área total de quatro hectares, nas províncias de Inhambane, Sofala e Nampula.

©Prestígio

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