Moçambique projecta acolher entre 220 a 250 mil turistas nacionais em todo o país nesta quadra pascal, através de uma campanha promocional especialmente desenhada para este período.

O desígnio foi revelado pelo Secretário de Esta­do do Turismo no Ministério da Economia, Fredson Bacar, no seg­mento internacional o sector prevê a entrada de 35 mil a 55 mil turistas, o que representa um crescimento entre oito e 12 por cento em relação a 2025, reflectindo a retoma da con­fiança no destino Moçambique e o aumento da procura regional, so­bretudo na África Austral.

“Relativamente à taxa de ocu­pação hoteleira, a nossa perspec­tiva é que a média se situe entre 60 e 75 por cento, com picos nos principais destinos costeiros como Inhambane, província de Maputo, Pemba e outras cidades”, disse.

Bacar falava esta sexta-feira (27 de Março), em Maputo, no lançamento oficial da campanha promocional turística da Páscoa 2026, que visa, entre outros objectivos, reforçar a litera­cia turística, aumentar a presença institucional junto dos operadores, promover o diálogo entre os sec­tores público e privado, elevar a taxa de ocupação dos empreendi­mentos turísticos e diversificar o perfil do turista, incentivando ex­periências inovadoras e atractivas.

Na “ressaca” da agitação pós-eleitoral, em 2025, a taxa média de ocu­pação situou-se entre 45 e 55 por cento, o que, segundo o gover­nante, já representava sinais de re­cuperação.

Pode parecer, mas não é no paraíso. É o Moçambique real — justamente no Parque Nacional da Gorongosa

Bacar referiu ainda que, quan­to às receitas turísticas, apesar dos desafios associados a eventos extremos, o sector projecta um crescimento entre 15 e 20 por cen­to.

“Em 2025 registámos uma re­dução da estadia média, compar­ativamente aos anos anteriores”, explicou.

O Governo mostra-se, contudo, optimista quanto à recuperação deste indicador, tendo em conta o aumento das reservas reportadas pelas províncias.

“Face aos efeitos combinados que tivemos, registámos uma per­centagem de recuperação, aliada às condições criadas pelo Gover­no, incluindo a aprovação, no ano passado, do fundo catalítico de ga­rantia mútua. A expectativa é que o sector privado consiga recuperar dos choques registados”, afirmou.

No âmbito da campanha turísti­ca de 2026, os financiamentos do Executivo estão alinhados com os dados fornecidos pelo sector priva­do.

“Queremos alcançar mais pes­soas através de plataformas dig­itais e de acções promocionais, incrementando os fluxos domésti­cos e regionais, com enfoque nos principais corredores turísticos. Saudamos igualmente a retoma do trânsito Norte-Sul”, acrescentou.

A iniciativa pretende também posicionar o país como desti­no preferencial para o turismo doméstico e regional, assinalando a quadra festiva com um ambiente de celebração e hospitalidade.

No âmbito da campanha, o governo moçambicano prevê a divulgação de informação rele­vante ao turista, incluindo direitos, serviços e canais de atendimento, bem como a promoção de boas práticas no sector privado. Estão igualmente previstas campanhas digitais interactivas, com destaque para o concurso “A Minha Páscoa é em Moçambique”.

Para o período da Páscoa, o Governo prevê arrecadar cerca de 250 milhões de dólares norte-americanos em receitas turísticas.

©Prestígio

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